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field music
national, 77
ando encantado pelo field music (clique), banda de sunderland que, podem acreditar, eu considero a mais interessante entre todas as inglesas em atividade. nada a ver com o rock inglês com que estamos familiarizados ultimamente. as raízes são mais próximas do progressivo (roxy music, genesis) do que do punk, apesar de que a década de 80 (um certo espírito) entra forte nessa mistura deles cuja vocação é clara: construir um arsenal MILITAR de jóias pop. então. o que é o field music?
melodias pop que trafegam no dial de um velho rádio national marrom da década de 70 - antes da firma (legal "firma") virar panasonic. e trafegam em um quintal noturno depois do baile de formatura, onde eles ((d)eles eu não sei o nome) vão namorar e, no balanço ou na gangorra, contar os segredos dos momentos em que ainda estavam treinando se aproximar.
e trafegam, as melodias, com doçura e risco, com beleza sublime e experimentalismo, tudo ao mesmo tempo. quase-cafona, sempre meticulosamente expressivo e bonito.
o field music é uma banda bizarra, pois parece, no mundo pop, ultraacadêmica e clássica. não poderíamos, afinal, falar outra coisa de quem se filia na rígida escola dos milagres melódicos: essa escola que reúne todos os seguidores dos zombies, beach boys, randy newman e paul mccartney.

e não vou ficar no lugar comum de dizer que o field music reinventa essa escola e, apesar das referências sólidas, soa "novo". soa nada. soam vigorosos, consistentes, porém o que o field music faz apenas é, recauchutando-o com uma porçãozinha juvenil indie-rocker aqui, outra porçãozinha do rock progressivo tardio ali (electric light orchestra, yes 1977), reativar o prazer sonoro de uma “estação” de rádio responsa em 77.
aquela estação que trazia os mais novos sucessos bacanas do pop barroco/romântico (tipo billy joel). sim, tamos diante dos primos ingleses do tacks, the boy disaster. outro detalhe massa: eles excursionaram o ano passado com os architecture in helsinki, do nosso amigo sam perry. vai direto em a house is not a home e se perca por ali.
com muito piano e violinos, estamos nos 1977 de 2007. e só publico isso aqui (eu sou chegado nas bandas com uma carreira mais inconseqüente ou ainda no ovo, não é o caso da banda de sunderland) porque: 1- os conheci através do myspace, o que honra o nome e o propósito da comunidade e do blog; 2 - se liga rapá, as músicas que você vai ouvir no space do field music pertencem ao ainda vazado (e não lançado) álbum tones of town (2007). e ele é o melhor álbum do ano até agora.
ok, o ano mal começou, mas acho que poucos vão superá-lo.
http://www.myspace.com/fieldmusic
Escrito por claudio às 21h51
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