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BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos



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Descobrindo Bandas no Myspace


watch out for rockets

som não terminal

 

é complicado, tendo vivido os anos 90 com pelo menos um pouco de my bloody valentine, weezer, lado B com massari, guided by voices e lemonheads, não se apaixonar por uma banda (clique) que tenha músicas como "trivial purse" e "frozen armies". ainda mais sendo jovem e texana.

 

 

http://www.myspace.com/wofr  



Escrito por claudio às 16h40
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stuntman5

dublês morrem por toda parte e depois revivem como fantasmas dos filmes de terror

 

shoegaze é rock barulhento e melódico de ouvir no ouvido, via fone, e também era a modalidade oficial do indie rock inglês durante a década de 90. hoje em dia, é campo para experiências de fusão entre muitas coisas, no mundo todo, como provam prefuse 73, atlas sound, a sunny day in glasgow e m83. ainda é uma coisa com perfil bem europeu de sofisticação urbana noturna, e um dos discos do ano, o saturday=youth, do francês m83, se beneficia bem dessa vocação e do laboratório que é o gênero.

 

outro que segue na mesma linha e acaba de lançar álbum bem massa (akolabuzi) é o stuntman 5, conterrâneo do m83. estou boquiaberto com a música jackie chan, com casper também, e fico louco por saber que esse cara, o christian, é veterano e eu só estou conhecendo agora. animal. vida longa ao rock de espíritos reencarnados em guitarras e reverb.

 

 

me escreva: descobrindobandas@gmail.com

 

escute o tanque: http://www.tanque.mypodcast.com

 

http://www.myspace.com/stuntman5



Escrito por claudio às 12h03
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stars like fleas

a luz

 

 

me tornei, em setembro de 2006, uma pessoa um pouco mais difícil de conviver. melhor dizendo, um chato de galochas ainda maior do que era antes, meus amigos sabem. e isso tem explicação: quando ouvi o yellow house, do grizzly bear, minha alma infartou. fiquei louco.

 

tive uma revelação. o disco foi lucidamente alçado à condição de acontecimento musical do ano. o que era verdade. metade dos jornalistas musicais significativos do brasil corroboraram, e não me senti sozinho, ufa.

 

naquela época, eu interpretava o brooklyn como uma zona sagrada. eu estava errado: é uma zona de mútua (e múltipla) influência, e o resultado disso passa por, em 2007, eu ter escolhido, aí já sem contar com adesões, o rise above, do dirty projectors - um ato deslocado (não em alma, apenas em estética) do caldeirão de idéias que fez yellow house ser o que foi.

 

a notícia é que em 2008, em pleno mês de junho, e isso é mais arriscado, porque o YH aconteceu no começo de setembro, me sinto rendido por uma segunda revelação. da mesma quebrada, como diria rappin' hood, o brooklyn dos jovens que moram meio juntos, tocam juntos, e se esforçam para parecer de outro planeta.

 

alguns, de fato o são.

 

o stars like fleas (clique no amarelo) eu descobri na mesma leva do grizzly bear, meados de 2006. vierei fã, mas o sentimento congelou-se no tempo para voltar em forma de devoção, agora, quando esses hipões indies nova-iorquinos lançam, na américa e em caráter definitivo (originalmente houve um lançamento europeu em 2007), o disco the ken burns effect. o disco do ano, e isso porque 2008, que deve superar o maravilhoso 2006, já nos dá coisas como o transcendental devotion, do beach house, e o fantasma assustador e bonito do ano de 1986 chamado saturdays=youth, do m83.

 

falar sobre o disco do stars like fleas é fácil: se trata de uma orgia, amadurecida por todas as experiências que a música jovem vem sofrendo nos últimos anos. como se o flaming lips e todo o pós-rock fossem apenas caminhos, e o stars like fleas fosse o fim. (escrevendo isso no meio de flu VS boca, tudo a ver).

 

é um álbum avant-garde de country que você poderia tocar numa festa na sua casa, com seus amigos sensibilizados por tudo aquilo que rola em festas boas e felizes por lá estarem. mas não uma festinha assim, de paquerar só, uma festa de amor. com ecos divinos de melodia, é um disco que não cabe em lugar nenhum, mas ao mesmo tempo em todos os lugares.

 

reforça a onda de revolução country que fleet foxes e plants and animals, outros dos torpedos do ano, também lideram; e propõe, mais ou menos assim, um desafio, ou luz, final para esse segmento mais avant do brooklyn: bom, depois daqui, para onde ir exatamente?

 

o stars like fleas funciona como catalisador do novo episódio do tanque, o 9 (por problemas técnicos subi apenas na sexta, dia 6), sobre grandes discos pouquíssimo conhecidos. quer dizer, minha aposta é que o ken burns seja bem comentado, mas acho que, por fatores intuitivos, não vai conseguir penetrar muito bem a atmosfera do criticismo e colunismo indies.

 

mais coisas animais, algumas contemporâneas, outras nem tanto, são contempladas em extrações naturais nesse programa, que corta pedaços contínuos de discões bem raros que mereciam lugar melhor na história e faz um desfile de obscuridades preciosas.

 

a coincidência legal do stars like fleas é que essa postagem está sendo redigida agora, em 4 para 5 de junho, exatamente 6 meses antes da primeira semana de dezembro, que é quando as primeiras listas de final de ano começam a ser compiladas. estamos bem no meio da volta. então aqui, nessa metade de ano do descobrindobandas, solto a minha prévia. segurem:

 

 

classificação de maio pra junho,

 

os de:

 

stars like fleas (eua)

m83 (frança)

plants and animals (canadá)

beach house (eua)

fleet foxes, ep + long (eua)

shearwater (eua)

atlas sound (eua)

karkwa (canadá)

the roots (eua)

ruby suns (nova zelândia) / lupe fiasco (eua)

(ps - gosta-se muito dos de why?, hercules, portishead, jamie lidell e no age, que já lançaram)

 

classificação de maio pra junho de 2007 era algo + ou - assim:

 

os de:

 

shapes and sizes (canadá)

kes (austrália)

a sunny day in glasgow (eua)

deerhoof (eua)

thee more shallows (eua)

justice (frança)

slaraffenland (dinamarca)

tuna laguna (noruega)

apostle of hustle (eua)

charlotte hatherley (inglaterra) / wilco (eua)

(ps - panda bear já tinha lançado, arcade fire já tinha lançado, lcd soundsystem e the national tb)

 

acho que estamos notavelmente avançados em relação ao que éramos um ano atrás. ou tou errado?

 

me escreva: descobrindobandas@gmail.com

 

http://www.myspace.com/starslikefleas



Escrito por claudio às 01h47
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babe, terror

moram nas profundezas e viagem no tempo

 

 

se você voltou aqui é bem possível que saiba a verdade.

 

é como na quinta temporada: o que fazer com ela?

 

*bilhete deixado aqui ainda em algo como 1980, ou seja, na noite de terça (8/7/2008)

 

http://www.myspace.com/babeterror



Escrito por claudio às 22h32
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karkwa/ mixylodian/ luyas/ colour assault

m for bambas

 

 

4 pinturas sonoras de montreal:

 

karkwa - galera que fala, canta e pensa francês. ano passado descobri no "flyer" de um festival, um dos vários que rolam na cidade canadense, chamado m for montreal. a banda, cheia de local pride, serviu de gancho e inspiração para este texto sobre a cidade das coisas maravilhosas acontecendo, uma das localidades que mais me animam nesse negócio de pesquisar música nova.

 

é um gancho legítimo porque acaba de lançar discão, le volume du vent, que, positivamente, nos oferece 14 músicas coesas, lindas, em uma aula de refinamento lírico e limpeza _não que a sujeira não seja legal_ na escrita pop. é (indie) rockão de guitarra, é barroco, branquelão e anti-diversão. é de uma fineza eventualmente constrangedora (não pra mim) que deverá se manter na minha memória em 2008.

 

mixylodian - synth pop de responsa, com arroubos (pré?) universitários e cores também. é levado com ares e empréstimos progressivos, estilo que, vide bandas como sunset rubdown (de spencer krug), magic weapon e tal, recebe curiosa, juvenil e renovante leitura na cidade. os teclados para essas bandas funcionam como uma curiosa lareira. é primavera, fria também. de futuro.

 

the luyas - lembra os extraclasse e "conterrâneos" do shapes and sizes na alma, a de um pop subversivo que se veste de indie para caminhar na fina corda a quase todo momento, porque criar (arriscar cair), e eles sabem disso, é o ato divino por definição. e quando se vive em uma sociedade avançada, você não precisa, a princípio, criar para ninguém, apenas para o íntimo. de grande futuro.

 

colour assault - folk instrumental de belas paisagens, que, pela vocação para a imagem, poderia estar em algum filme de final de inverno animalzão. da turma do mixylodian.

 

tudo isso está no tanque 8, que traz inclusive entrevista exclusiva com rory seydel, menino prodígio da banda que define tudo em montreal. o shapes and sizes é das coisas jovens mais importantes acontecendo no mundo hoje.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/colourassault

 

http://www.myspace.com/theluyas

 

http://www.myspace.com/mixylodian

 

http://www.myspace.com/karkwa

 

http://www.tanque.mypodcast.com



Escrito por claudio às 15h02
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j*davey/ mercury waters

mais e melhores rimas

 

 

tanque, o podcast (clique), tá atualizado. vai lá, acho que tá bonzaço o negócio. depois me diga.

 

aqui, quero simplificar e continuar o papo da semana passada.

 

vou mostrar duas revelações do hip hop que consegui garimpar recentemente.

 

j*davey (clique no amarelo) é pura fantasia: na química (sexual?) preta-laranja dos dois componentes do projeto, a música tem construções que margeiam a improbabilidade, mas nunca deixam de lado a grudação pop. é mng, música negra geral, claro, mas com o hip hop como parede. é ótimo.

 

promissor também é esse mc da carolina do norte, mercury waters, que rima legal em cima de umas produções sonoras caprichadas. produções que passam perto do jazz-whisky-caro, ok, mas com persona.

 

surpresa, os dois e muito mais coisas do porte estão no tancão novo. tchhhh tchhh.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/jdavey

 

http://www.myspace.com/mercurywaters



Escrito por claudio às 01h19
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daddy kev

the natural history

 

não é muito a do público deste blog, então para quem não sabe o que se tornou o hip hop ao longo dos anos, um bom exemplo está aqui (clique no amarelo).

 

 

há quem diga que quem curte essas "frescuras" curte para esconder um preconceito original em relação ao "gueto", podendo assim posar e dizer que "hip hop é legal, né, mas gosto mesmo é do lado 'fino' (e menos negro) do hip hop". bobagem violenta esse discurso, de quem cultiva, sem saber, exatamente esse suposto preconceito.

 

esses, que acham que a patente da honestidade está em curtir a utopia "ideal" do gueto, não sabem que o hip hop, lá atrás, no próprio gueto, já começou como estilo da ilusão, da modernidade e da mestiçagem. por, instrumental, se tratar de colagens em cima de colagens de coisas das mais diversas magias e procedências.

 

com madlib, a tribe called quest ou pete rock, e isso é meados da década de 90 para cá, ele, nas mãos e práticas desses e de outros caras bonzões, evoluiu e virou, de fato, jazz. ou seja, cumpriu seu sofisticado e não-declarado projeto de origem: desconhecer, ou estraçalhar, limites. contudo, com um leque de procedimentos e uma vocação para a maleabilidade sonora que o jazz, como formato simplesmente, não possui.

 

hoje, o hip hop, em termos de "quem faz", é música de negro, é música de branco e é basicamente (em termos de "o que representa") música da história (da arte, do mundo) - pela sofisticação animal que atingiu na mistura de sons e estilos. como prova nosso destacado da semana, um produtor (e dj) de los angeles no qual não apenas eu boto a maior fé.

 

daddy kev compõe e dispara trabalhos para a residência no clube low end theory e para MCs fudidos da nova safra. mixa e mascara um monte de informações, vanguardas, psicodelias, criando, como outros de sua geração, sentidos sonoros que asfixiam, encantam na mesma medida. tratando a música como o que é ela realmente, em estado bruto e nobre: um mistério.

 

a propósito, um beabá é o seguinte: produtor é o cara que, na alquimia dos equipamentos, e em casa ou em estúdio, transforma sons em música para que o MC desfile suas liras, poesias, raps. o dj é mais ou menos isso, mas faz isso em duas, três pick ups, live.

 

tanque (clique), o sexto, está massa, e provocante, eu diria, com um time de melodistas fudidão. e incontestável.

 

o próximo episódio já vem.

 

http://www.myspace.com/daddykev



Escrito por claudio às 22h03
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salamandroids

terra de ETs

 

 

antes de qualquer coisa, tanque (clique no azul) novo pronto. sem descrever muito: recomendo forte pra quem curte música.

 

gosto das bandas cuja arte se assemelha ao processo de escrever no blog sobre... essas mesmas bandas, como agora.

 

gosto quando posso, pelo menos tentar, registrar algo significativo através de linhas fugazes, quase despojadas, quase cuspidas.

 

bom, isso aqui, essa banda (clique no amarelo) de hoje, é boa pra caramba, e dançante pacas também. e eu até queria encerrar aqui.

 

se as minhas linhas guardam segredos, não sei. mas que esse divertido electroindie alemão, feito por monstrões do espaço chamados salamandroids, guarda, não tenho dúvidas. sempre uma textura, um detalhe melódico envenenado em sintetizador escondido debaixo de camadas e camadas de amadorismo sonoro fanfarrão e freakaço (alemães, pelo que conheço no gênero, são bons nisso).

 

procure por cada um desses segredos, dentro da nave em plena viagem, cenário das músicas mais experimentais, que aludem a um mundo mais robótico e cifrado. ou já aqui, em solo terrestre (agora me refiro às mais "roqueiras"), quando, expedicionários fantasiados de humanóides, os salamandróides, pós-desembarque, parecem sair por aí e visitar boas festas paulistanas para sacar qual é a desse planeta. o planeta 2008.

 

ps – bowie, secos e molhados, o kiss e principalmente o genesis já sabiam que para entreter e encantar, para além da arte musical, habilidade cênica era necessária. 40 anos depois, fora o animal collective, apenas essa horda de moleques niilistas pós-eletrônicos, com suas alegorias, entendeu realmente o recado. notando.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/salamandroids



Escrito por claudio às 21h13
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jack and the'/ dorian pimpernel

as ervas sagradas

 

tanque (clique sempre no que tem cor) novo no ar, o cinco. lembrando. tá bem legal, traz as novas de um compositorzaço brazuca. surpresa, vai lá (e o novo já está no forno, para ser colocado nesta semana ou talvez no começo da próxima).

 

mas vamos ao blog.

 

o pop simples, dos sentimentos simples, que é na verdade, paradoxalmente, exuberante.

 

honro isso no presente, honro para o futuro (inclusive no próximo tanque vocês vão sacar o quanto). honro por exemplo dois discaços injustiçados de 2007, que tenho escutado bastantão em 2008 -- o can cladders, do meu velho e querido high llamas (negligência: como pude ter tratado esse álbum com tanta indiferença no ano passado?). é o projeto do quase sempre natalino sean o'hagan, uma das mentes mais brilhantes do pop em seu tempo. o filho que brian wilson sempre quis ter, mas muito além disso, como sabem os que já escutaram a obra-prima em forma de disco hawaii, ainda da década de 90.

 

e o le génie humain, do orwell, sobre o qual até escrevi (clique sempre no amarelo) no natal, mas no qual só em janeiro ou fevereiro deste ano pude me aventurar e desbravar com o afeto que merece.

 

o futuro, em parte, pode ser alguns talentosos seguidores dessa turma passadista atual. aliás, primeiramente, seguidores conterrâneos do irlandês o'hagan (a banda tem atividades na irlanda) e do próprio orwell (seu principal componente, julien lonchamp, é francês), ao mesmo tempo. são um pouco mais que pretextos para que eu lavasse minha alma em relação ao orwell e ao high llamas.

 

 

o disco que esse primeiro grupo, jack and the' (isso mesmo, apóstrofe e mais nada), lançou em 2007, o vacation é fonte das músicas que estão no myspace e é considerado pela própria banda um manifesto pop. desconfio que seja mesmo ótimo para levar na mochila durante as férias, por mais trivial que essa conexão pareça - as melodias pop feitas com gosto são descobertas constantes, meio como as viagens. e, na foto, eles não parecem mesmo estar tocando em um hotel?

 

não acho que o melhor do pop esteja APENAS nos anos 60 e 70, mas os nossos amigos sabem que os ingredientes todos estão lá. puristas, fazem um ótimo trabalho com esses acordes e arranjos requintados que, aqui, são tratados e agem como ervas sagradas.

 

outros seguidores do clã, tão fiéis quanto, são os franceses do dorian pimpernel. foi, é verdade, uma das minhas primeiras descobertas, em 2005. é uma banda maravilhosa: um quase conjunto de câmara pop. tudo no universo desse grupo, que está desativado e só por isso tem menos destaque aqui que os irlandeses, é mistério, reticências e capricho. um blasé solar e psicodélico para apartamentos, inovador dentro do já experimentado nessas ervas sagradas dos beach boys e dos franceses fumadores de cigarrinho dos 60's, como prova o EP hollandia. álbum que você vai ter muita sorte se conseguir baixar. além do space, dá uma vasculhada no site dos parisienses com jeitão de personagens do filme amantes constantes: é um sonho.

 

 

reiterando mais ainda a vocação lavadora de alma dessa postagem: o perfeitão klabbes bank, uma das bandas mascotes deste blog, acaba de colocar umas novas no espaço, que são, pra variar, de matar. não escutei inteiro esse kalsater, disco de 2007 dos suecos, mas é aposta óbvia para entrar no "injustiçados do ano que passou", ao longo de 2008.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/jackandthe

 

http://www.myspace.com/dorianpimpernel



Escrito por claudio às 03h02
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all our relatives/ tam tapir

texto nada relativo

 

 

é a sensação de uma descoberta desprevenida e realmente especial. dá vontade de dizer, em firmes pulmões e pra todo mundo. e, nesse caso especificamente, recomendar: se lambuze com TRUE INDIE ROCK, porque é ele que guarda, ou cerca, a verdade (não só a inerente ao indie rock). haha.

 

procura nos arquivos de fevereiro e março passados minha série sobre a exuberância precoce de novas bandas suecas formadas por amigos. se fosse feita hoje, o "teenbeatism" (referência minha ao mítico e tipo-obscuro selo east-coast teenbeat dos anos 90) do tam tapir (clique sempre no amarelo) estaria no combo, aposto; e estaria também, sem a menor dúvida, a pequena orquestra de jovens gracejos sessentistas e noventistas em encontro chamada all our relatives, liderada por um rapaz chamado martin boonier, grande descoberta.

 

as duas manifestações são de espírito indie finíssimo, belos e inatos representantes desse "caráter". acabo de garimpar ambos, no susto e apenas dirigido pela intuição de suavizar o molho do blog com música um pouco mais direta.

 

a propósito. se algo der errado a minha constante será: tecladinhos, tecladinhos -que são, junto com as melodias aventureiramente bem-sacadas, aquilo que constrói a natureza livre e viva tanto de uma quanto da outra banda.

 

outra coisa. galera da turnê "invasão sueca": por quê não trocar o previsível_ e que ninguém conhece do mesmo jeito_ por esses caras aqui de estocolmo, que são bem mais legais do que aqueles que vieram na última vez? chamem a banda do martin e o tam tapir, eles até são amigos, pode rolar mó farra TRUE INDIE nórdica no palco, vai ser astral.

 

mudando de papo, o meu quinto programa no tanque (clique), o podcast, está pronto, e tem faixas inéditas e exclusivas de um grande compositor brasileiro. entre e confira.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/thepastmusic

 

http://www.myspace.com/tamtapir



Escrito por claudio às 00h36
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the unteleported asteroid

trailer navegando no espaço

uma pausa para o mundo dos fantasmas, mas uma pequena aparição no céu.

é bem possível que esses dois amigos alemães, benniy e oskar (clique), ao escolher a referência sideral explícita de um asteróide para compor o nome do duo, julgasse que sua arte alcançaria, por meio de longas (unteleported) viagens que ninguém ou quase viajou, planetas dos mais diversos e incatalogados.

não é bem assim. sabe-se que a chamada música experimental, de tão experimentada e mexida por produtores dentro do rock (ou pós-rock) e do hip hop, se tornou uma bíblia de gestos, moods e regras de difícil alienação, ou emancipação. quer dizer, o mundo não passa por animal collective, madlib, caribou, prefuse 73, jim o'rourke e mesmo sufjan stevens impunemente.

de qualquer forma, a dupla neohippaça barbuda de darmstadt guarda um frescor lo-fi (quase amador) legal em sua música. e consegue, sim, através dos arranjos e instrumentos artesanais e mesmo assim transcendentes e sugestivos de aventuras longe do chão, invadir um terreno celestial. ou seja, os asteróides se justificam.

o que intrinsecamente não provaria qualidade, ou poder de alguma coisa ou visão maior. e o que provaria? sei lá, mas o folk de trailer de sucking seed form a cardinal tem um sample em pause constante (que dá aquele barulinho tic-tic-tic estabelecendo a base da música), um procedimento que acena para o avant-hop do prefuse 73. mas nem assim. não são por esses nítidos e pedagógicos exemplos de que uma certa música experimental consagrada não é mais experimental, de tão mapeada e cruzada que está, que o the unteleported asteroid vale o seu tempo aqui.

na verdade, essa existência vale seu tempo porque esses caras pensam música com cuidado, compondo, de fato, cada peso, cada imagem, o que ocasiona, freqüentemente, momentos muito especiais_ mesmo não tão loucões como eles gostariam talvez.

o tema the unteleported telephone é uma obra-prima de desenho, contrastes e desenvolvimento, por exemplo, e espero que esses simpáticos antimaterialistas (não têm foto, não têm disco, não têm nada) não demorem muito para sair do trailer e aparecer pra mais gente além de mim.

tanque um pouco atrasado, mas sendo feito, o episódio 5. aguardem e vão visitando a página do pod.

http://www.myspace.com/theunteleportedasteroid



Escrito por claudio às 00h58
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alan singley & pants machine

histórias de fantasmas

 

"we've only just begun", é como eles se apresentam.

 

fico muito feliz.

 

me interessam mais as músicas que vêm de outra dimensão. ou da outra dimensão, talvez a única que valha em matéria de arte.

 

a música feita pelos fantasmas, os fantasmas, nesse caso, reais, manuseando instrumentos e ferramentas de produção dentro do quarto para criar novos sentidos a partir de todos os que já conhecemos. é o novo lo-fi.

 

alan singley (clique), que comanda na misteriosa portland essa banda chamada pants machine, é uma grande descoberta recentíssima (de quarta passada na real). e é bom exemplo dessa estética de fantasmas, ao fazer uma música incrivelmente particular, na fronteira entre o mundo dele e o mundo nosso_ esse que exporta um brian wilson de 1969 via mesa branca, cruzado pelos ecos mais profundos da glasgow de belle & sebastian, para ser reabsorvido em arrow of light. lindamente, lindamente reabsorvido pelo/ no mundo de singley.

 

 

 

basta um piano, um drum kit qualquer, alguns teclados provavelmente da empresa de papai noel, uma menina da qual não se sabe nem o nome, mas que é altamente sensível ao que regina spektor tem a sorrir (e dizer e falar tanto faz)... não é preciso nem uma história, já que nem um traço dela consigo encontrar nesse perfil do myspace. a história está simplesmente nas canções, ou em quem ouvir. ou só começando.

 

ready for winter, você é a melhor música já feita sobre o natal sem estar no natal.

 

obrigado.

 

ps – quer grandes histórias de fantasmas? o disco novo do atlas sound, projeto de plasma do carinha do deerhunter. é demais. sobre isso, mais nos próximos tanques. aliás, escute o 4, tá mór legal.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/alansingley  



Escrito por claudio às 20h54
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colourbook

the best party ever

definição de indie rock de sábado à noite, aquele que você ouviria no caminho pra balada perfeita, e depois, se bobear, dentro dela, a festa mais feliz:

colourbook (clique).

 

não sei se no canadá há festas tão boas (na verdade tô ligado que há), mas a música jovem que vem de lá hoje, com seus sopros, interpretações pós-colegiais e guitarrinhas indecentemente vigorosos, tem, pelo menos para mim, a cara das nossas melhores festas aqui.

 

quebrei a rotina que meio que anunciei na última postagem, mas àquela história vamos retornar, sim, depois.

 

lembrando: tanque 4 no ar, gostei bem desse episódio do podcast sobre música americana "reaventurada", tem muita, muita música linda. vai que eu garanto.

 

http://www.myspace.com/colourbookband



Escrito por claudio às 20h56
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bethlehemufo

nascem os fantasmas

 

o novíssimo mundo, esse que se dá no infinito eletrônico da internet e da informática em geral, nos deu algumas dádivas. entre as maiores, talvez a maior artisticamente falando, foi a possibilidade de "convivermos" com personas como esse max go, aka bethlehemufo (clique no amarelo), descendente de chineses americano. não sei o que ele faz direito, fora a música, mas sei que ele é tipo como eu, como você.

 

desde o momento em que nêgo pôde desabrochar o talento a partir de novas condições de realização, produção, edição e propagação de sua arte, a música jovem pôde, sem limites portanto, encontrar a música e a arte de vanguarda, isso naturalmente.

 

esse novo círculo, que tem como tios e padrinhos o animal collective e ariel pink, nasceu da afirmação geral de um ritual naturalista (faço em casa exatamente o que eu quiser e mostro a partir de casa), transformando a música nesse próprio ritual: o que importa é descrever, lirica e sonoramente, minhas viagens e minhas experiências mais íntimas no mundo, amplificadas pelo fato de eu estar usando como ferramenta, sozinho ou com amigos próximos, exatamente tudo o que me cerca mais rotineiramente (tela, mouse, paredes, a própria net). mais ou menos assim, sem limite, rola o talento do carinha comum em plena existência e extrapolação.

 

ainda instalada nos pequenos círculos, virtuais ou não, ela, essa música, e isso é o que importa, existe para pelo menos quem quiser que ela exista, sem obstáculos. é só procurar.

 

o bethlehemufo, em sua caverna, é mais um bicho dessa espécie misteriosa, que faz do mistério das origens e destinos de sua escrita musical o principal encanto do que ouvimos, por exemplo, no recentíssimo disco ukempter, que eu ainda não escutei inteiro.

 

as cordas folk de violões e banjos cortam como o mais rigoroso inverno em 'velvet curtains' e na impressionante 'ongoing underneath', que aparenta ter sido escrita para um faroeste macabro no canadá. mas parecem mais coisas também, indecifráveis.

 

 

depois você é fechado na curva por vocais e guitarras que lembram os experimentalismos do brooklyniano