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BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos



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Descobrindo Bandas


ciclos, nostradamus.

neste carnaval, com a mocidade tocando aqui do lado, me arrisquei a prever o futuro da música, talvez o meu também, e aqui perdoem-me, esse blog é pessoal. aqui vai a previsão:

1 - depois do fim do grandaddy, a última banda popular-obscura definitiva do ponto de vista estético; depois da pitchfork ganhar um quadro na ABC e do modelo indie-kid-peterpan brooklyn/chicago/l.a, por vias transversais e contraditórias, passar formalmente a definir o que é e o que não é no novo mercado que se forma; depois da publicidade brasileira ter adotado basicamente o broken social scene como molde musical, o próximo passo será um prêmio: tipo oscar-grammy-vmb. aguarde 2010.

2 - esse estado perdurará até o fim de 2011, quando de fato o relativamente pouco dinheiro que circula nesse novo mercado parar de circular como circula hoje - que é o suficiente para que músicos e agentes paguem o aluguel no brooklyn e comprem videogame. é claro que os já importantes/ grandes vão se safar e continuar na boca, mas o pequeno e o médio novo hype da fader já estarão fora da conta. embora o brasil continue a pagar bem e os festivais véios do terceiro-mundo civilizado (brasil, chile) continuem a existir.

3 - 2009 não será exatamente um grande ano para a música, talvez porque esteja realmente difícil significar algo depois de 4 anos de avalanches fantásticas *. em termos de indústria, deve ser tudo muito bom.

4 - * haverá exceções, gente tocando lo-fi improvavelmente, gente levando até, não sem liberdade e não sem apoio dos que não gostam de liberdade, os horizontes do pop a uma nova idéia de perfeição formal (animal collective, fazendo o pop de fato não ter mais nenhuma separação com a música eletrônica, deixando soar irremediavelmente bobos os fundamentalistas de qualquer lado; grizzly bear, dignificando e trazendo à tona o pop progressivo e o soft rock elegante que foi esquecido e pisado justamente pelos garotos indiepunks universitários americanos que inventaram isso tudo que tá vigente aí em 1980 mais ou menos).

5 - música como forma de arte vai sempre perdurar, assim como comercialização, no caso dessa as máscaras vão passando de personagem pra personagem, mas sempre serão as mesmas, mudando um pouco a dança, o sapato e o corpo bailante. a crise, com otimismo, vai facilitar bem o lado dessa primeira aí, a música, e vai cagar tudo pra turma da comercialização um certo tempo - enquanto que neste momento de auge da reverberação de um momento sem crise e com relativa liberdade geral, arte e comercialização se equivalham, se alimentem, se degladiem (domino, uma empresa com cast ótimo e princípios administrativos senis, assessorando o animal collective, por exemplo, e etc).

6 - selos não vão mais existir como protagonistas da produção a partir deste 2011 + ou -, quando cada banda, nova pelo menos, deverá ser seu próprio selo, ou organizará uma estrutura similar a um, que por sua vez simplesmente não precisará mais existir porque agenciamento de shows, produção de material é relativamente fácil e o sentido de um selo como guarda-chuva estético e simbólico vai entrar em colapso junto com a (dinamização da) estrutura financeira após o impacto da reforma econômica.

7 - internet nunca terá servido tanto ao que se já imaginou quanto a partir de 2012, que é ser como carro num mundo rodoviário pós-apocalíptico (mad max). será muito fácil para cada um achar seus próprios circuitos, sua própria briga, seu combustível até. vai ter show MESMO, holográfico (som inclusive), de dentro do meu prédio. o mercado de música séria, que é médio-pequeno, será pequeno-mínimo, e passará por um primeiro e de fato inédito momento de altíssima tecnologia aliada a uma altíssima liberdade, proveniente do fato de haver um espaço grande não arrendado e não influenciado por um mecanismo industrial. a pitchfork não será influente do ponto de vista artístico, ninguém com add's será *. uma coisa que será mesmo influente é a rede de amigos da banda x, e aí isso um dia vai ser até um novo um "selo", cíclico que é esse mundão.

8 - * até que, claro, um novo modelo vai emergir e a indústria se reinventará, usará a seu favor a recuperação econômica, o fato do não-apocalipse gerado pelo fim do irã como estado folgado (hilary), pelo fim do paquistão como estado autônomo, por obama não ser a profecia; e usará, com grande justiça, claro, o estado tecnológico que nos 5 anos anteriores teria beneficiado tanto as novas referências livres na estrada a se tornar as novas referências (artísticas). quem serão as lendas em 2017?

9 - ou seja, não importa, através do rastro de liberdade deles, uma nova indústria se firmará - sempre com uma postura inicial de revolução francesa, e depois, e bem mais rápido do que é hoje, sem capacidade pra pagar a conta. embora em 2020 eu não consiga ver um mundo com contas como elas são hoje. tudo volta ao normal any-way.

10 - paralelamente e menos afetados economicamente, IPs brasileiros vão continuar a fazer grandes discos (como já é em 2008, 2009), mas ou vão ter que se unir aos mad maxes de 2012, e se tratar de fato como IPs para o mundo, e não como "componentes da cena", ou então vão continuar conseguindo ser, no máximo, o próximo look da MTV, ou a aposta do sesc pompéia - coisa que não dá nem status, nem dignificação da obra nem dinheiro, e continuar a se iludir com tocar pro zé chulé com camisa do nirvana no centro-oeste, ou pro modernete antenadinho do recife ou até o blasé maria vai com as outras em são paulo talvez crendo que isso vai mudar a vida das pessoas - quando na verdade a que pode mudar é a do próprio artista - o que não é nada pouco a bem a da verdade, é só uma questão de compreensão e expectativa. mas de um modo geral, o pacote, se o camarada faz e pensa arte com energia quase total, é pouco (quem quiser ser grande vai ser, mas isso, aqui, nunca mais vai combinar com arte, eu sei, você sabe). daí que o lance é, chegando no rídiculo mas nobre significado da batida palavra, independência. e um carro bem turbinado, porque daqui a pouco a estrada vai ser grande e estar sob céu de brigadeiro e árida - ótima combinação, e aqui voltamos ao grandaddy.

11 - 2009, como já não é previsão, é o ano da áfrica, embora o continente em si esteja quase acabando, do ponto de vista antropológico. creio que o ano do brasil começa em 2012, e perdura. a dance music anos 90 volta em 2015. o folk volta a ser embrutecido também. acho que ao mesmo tempo vai te um monte de gente fazendo música com novos instrumentos, processamentos, e isso vai parecer inpedito.



Escrito por claudio às 03h11
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sci-fi 81

o melhor do Aria Orion é o fato de terem me procurado via myspace, e a sensação provocada ao ser procurado por uma banda que está violentamente acima da média é tão boa quanto a de garimpar uma assim. liderado por um ser no mínimo impactante em sua imagem e em seu canto (não deixando de lembrar antony, por volta da idade colegial talvez), o aria orion (um nome quase sci-fi oitentista, foto não desmente) é do brooklyn, e isso, claro, não passa de informação territorial, porque estética vai muito além disso. esteticamente, com pouco esforço, posso chamar a banda desse enigmático rapaz que poderia estar em um filme de todd haynes de RIO: união de tendências novas e vanguardistas tendo como bobina o folk, que nada mais é do que a manifestação da natividade musical. embora RIO queira dizer rock-em-oposição. RIO, sigla setentista, está livre, vago, pra ser usado mesmo fora da definição, afinal, o que está em oposição em 2009? sei que as músicas do aria vão fluindo, vão fluindo, com surpresas, e é assim que me apego.

http://www.myspace.com/ariaorion

atualização:

meu nome bem que poderia ser Fábio Cezar Ferreira, talvez apenas mudando uma informação, 2007 pra 2005. é lógico que às vezes eu tenha certeza que, em meio ao aria orion, ao dungen, ao animal collective, não haja melhor banda no mundo que o stratopumas? é lógico. se um dia eu fizer um disco que seja tão tocante, de alguma forma, quanto a junção de todas as músicas deles, terei de abandonar tudo, porque não haverá mais grande coisa a fazer. os strokes não valem nada perto dos pumas, e falo isso há 4 anos. tomara que não tenham acabado. alguém pode explicar exorcismo e adeus ao mundo virtual, que puta música?



Escrito por claudio às 01h04
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uruguai

a sina da música deve ser essa mesmo, sempre ser redefinida, ou ter sua sobrevida redefinida, por heróis paralelos, os que correm em paralelo. por sua vez, a sina dos heróis paralelos - quem são eles? ora, robert wyatt, scott walker, david axelrod, todd rundgren, lou reed, tim e jeff buckley e mesmo burt bacharach e brian wilson - será sempre ter de abandonar, em algum momento de epifania coletiva, esse delicioso e masô estar fresquinho e limbosão que é o paralelismo. isso pode estar um pouco velho, porque desde a destruição, em 2001, das bases da máquina industrial (não de seu espírito), não precisamos tanto mais dos mitos em paralelo. pior: como definir hoje em dia quem está em paralelo e quem não está?

em todo caso, para o que está antes, lei magna, vale jurisprudência. daí a acreditar que acertos de conta podem existir desde já. mas quem sobrou então, do mundo paralelo e passado, para redefinir os sons que virão? se grandes discos realizados ao longo de uma década inteira, uma música absoutamente atemporal (em 1970 soava como se em qualquer ano dos 2000) e magnética, com melodias livres para letras de um idioma próprio, cujo vocabulário foi manancial para fãs mais perplexos extrairem uma palavra, "zeuhl" (que significa "celestial" nessa língua particular), que definiria finalmente, e simplesmente, o gênero desse conjunto e autor. se tudo isso não for bom e bizarro o suficiente, eu não sei o que é para que vander passe a influenciar. tem um pouco de ironia aqui, claro, porque tô na verdade cagando se o magma e christian vander serão descobertos um dia pelas novas imaginações e agregações.

em todo caso, quem lê esse espaço, pode descobrir. atentem para agressividade fina desses extratos de "KA".

http://www.myspace.com/magmaofficial

**

o cinema tá 50 anos na frente da música, não em estética, mas em crítica (e auto-crítica).

a música tá 50 anos na frente do cinema, não em crítica, mas em indústria.

ironia:

em relação ao cinema, uma indústria pequena e ágil não serviria: não teríamos a oportunidade, por exemplo, de vivenciar, de dois em dois em anos, michael mann e shyamalan debulhando a fortuna de mecenas e de imbecis para fazer grande arte, arte de ponta; além do mais, o cinema, como indústria in natura, parte de uma premissa do suporte: não adianta fazer filme que não seja para a mídia onipresente, a sala de cinema. vai ver jia zhang-ke no youtube.

em relação à música, pop no caso, que pode ser feita pra pista do berlin (hurtmold), pra headphones ou pra piscinas, o elevamento crítico (e auto-crítico), bem como o aumento da importância disso, acabaria causando talvez a extinção do legado anárquico da internet dentro desse meio inquieto, jovem e dinâmico por natureza. apagaria o grande benefício que ganhamos com a destruição da máquina: o livre arbítrio intacto e a possibilidade de escolher o que quisermos. entre tantas formas sublimes e tanta idiotice - quase nunca aprofundados, ambos, como se deveria.

em todo caso, tem quem faça crítica elevada, e eu vou atrás sempre desses, e tenho esse segredo dentro de mim que é vivenciar um ambiente cahiers 62' na música.

em todo caso 2, elejo ambos, assim como o videogame, e a própria apropriação do cinema para a TV, as formas soberanas de arte deste tempo. por dizerem mais e melhor sobre ele (os grandes escritores são sempre/ tão velhos).



Escrito por claudio às 02h31
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pílulas

melhores de 2008 no cinema:

1 - the happening, de m. night shyamalan

2 - uma garota dividida em dois, de claude chabrol

3 - paranoid park, de gus van sant

4 - linha de passe, de walter salles

5 - dark knight, de christopher nolan

6 - fronteira da alvorada, de philippe garrell

7 - dan in real life, de alguém

8 - nome próprio, de murilo salles

9 - o nevoeiro, de frank darabont

10 - pinapple express, de david gordon green

menção honrosa: o sobrevivente, werner herzog, meu filme favorito do ano, mas entrou em cartaz ainda em 2007.

uma obra-prima de movimento artificial e um dos grandes lances inventados em nome da sensorialidade juvenil em 1991:

http://www.youtube.com/watch?v=JmszsJWeG5w

o óbvio, a grande obra daquele ano. até hoje sinto as curvas. desafio qualquer um.

http://www.youtube.com/watch?v=2T5u9nD_I0I

grandes trilhas, máximas trilhas da geração 16 bit, anyway.



Escrito por claudio às 17h12
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* 2 anos depois ouvindo airshow só que com fone, antes eu usava de som ambiente. que veludo tesão esse baixo de lakeshore gold, como ele influi pra desestabilizar as emoções e ao mesmo tempo estabilizar tudo dentro da música. francine é uma grande banda injustiçada. quando se trata de folk e condados, música adulta/ provinciana americana, tenho notado que o óbvio vence, atrai mais, pois esses estilos refletem a experiência melódica do mundo (que obviamente é "óbvia"). national realmente é bom, é o que melhor trabalha a obviedade (se posicionando nela para depois escapar). francine, porém, gosto mais.

* francine, descoberta de 2006. essas músicas nao faziam sentido apenas lá?



Escrito por claudio às 12h36
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top 10

aqui vai a lista crítica - na ordem - dos meus discos preferidos do ano de 2008, que para mim reforçou mais um pouco a síntese de que música e arte em geral são mesmo ciências para quem já cresceu, ou para quem está paralisado no meio do processo (bradford cox, por exemplo). e para quem as questões da (ou de uma) indústria, seja qual for o tamanho dela, interessam pouco. acho que do grupo de audições obrigatórias, só deixei of montreal de lado, por uma certa falta de vontade que se abateu. adoro essas listas e não tenho dificuldades com elas. minhas melhores postagens no ano provavelmente são essas.

 

 

1 - dungen: 4

 

2008 exigia-me entender que a arte (a imprevisibilidade, em si) às vezes está à vista, por mérito nosso; palpável, simplesmente. esse disco, firmado em um diálogo nu com o rock de vanguarda europeu de outra época (focus, caravan), é feito 30 e tantos visíveis anos atrás de nós, nem por isso não-imprevisivelmente. 4 (o quinto da carreira da banda de Gustav Ejstes) é um álbum sábio, principalmente, balanceado entre a idiotice jâmica e o divino senso melódico que a justifica como ingrediente ambiental; e eu não quero descrever o poder que pode exercer sobre quem consegue construir o túnel até ele.

 

2 - m83: saturdays = youth

 

não é estranho que os meus dois preferidos do ano reconstituam átomos (d)e IMAGENS de épocas que não existem mais? a questão comum aos dois, e aí a arte se anuncia, é que o processo de reconstrução de imagens, de 1975 lá e de 1986 aqui, não importa tanto quanto o simples e misterioso impacto que essas criações exercem. são como filmes de época rodados com maestria, algo tão raro no cinema quanto na música.

 

 

3 - beach house: devotion

 

não sei o que formular sobre devotion a não ser que algo faz muito sentido realmente quando ouvimos aqueles 10 ou 11 relatos sobrenaturais com canto, órgao e guitarra e confrontamos tal material com o próprio título escolhido: o disco é uma religião fundada a dois, para lamentar (ou musicar) alguma coisa que consegue me tornar devoto também durante 45 minutos. o mistério sagrado que costumo perseguir na música tem um grande representante aqui.

 

4 - walkmen: you & me

 

é um disco sobre um natal que aconteceu há mais ou menos uns dois natais, e isso já seria suficiente para provocar interesse. o que ensina you and me é que a criação de hoje pode assombrar amanhã, simplesmente por ter sido feita como foi feita, por quem foi feita. pense nisso enquanto estiver fazendo um disco. you and me é um disco-ontem, fantasmagórico, com direito a bateria envolta por guitarras que soam como enfeites e sinos desse natal perdido.

 

5 - bradford cox, com atlas sound e deerhunter: let the blind people lead those who can see but cannot feel + microcastle/ weird era cont.

 

em suma, bradford faz música para ambientes de água com ar dentro. daí a imaginar que um de seus álbuns poderia ser a trilha definitiva para bob esponja. dito isso, se falarmos de microcastle, a primeira parte da obra alucinada em dois atos do deerhunter, temos o verdadeiro pós-rock: reencontramos os códigos originais do estilo (de ventures e beatles a joy division e pavement), só que revividos (jamais repensados!!!!!!!) de forma moderna e ineditamente desnorteante. na segunda parte, temos o equivalente a uma banda de rock de garagem de um menino espinhudo que procura fazer o que não sabe fazer e acaba fazendo o que ninguém mais pode. let the blind, do atlas sound, basicamente elabora tudo o que nos dois discos do deerhunter parece rascunhado e casual. três belíssimos (e complementares) discos em um ano só. eu nunca tinha visto nada igual, e me perdoem pelo clichê dessa frase que neste momento deve estar sendo redigida igual em diversos lugares.

 

  (bc)                  (slf)

 

6 - stars like fleas: the ken burns effect

 

um dos mitos interessantes é aquele que se refere aos discos da máscara de ferro. diz, esse chavão, sobre a obra que vai sendo lentamente descoberta (e mitificada), geração à geração (ainda que cada geração hoje tenha mais ou menos 1 ano), por ter, em sua época exatamente, passado batida. foi esse disco que, coloco minhas fichas, 2008 reservou para a linha. não que sua importância em si não seja grande: é justamente a importância de não servir a ninguém - embora folk-prog, não é um disco jovem, não é um disco velho, não é um disco-pitchfork. sua importância é, como todas as grandes importâncias na arte, sensorial e individual. o material em ken burns é milimetricamente pensado e formulado para ganhar vida e, com tendências agressivas, existir sozinho, como uma criatura selvagem que vaga por i-pods e pela história da música.

 

7 - fleet foxes: fleet foxes + ep

 

confesso que não sei muito bem o que dizer sobre esse disco, e não porque ele não ofereça dados suficientes para serem ditos. é que esses dados já me parecem realmente cansados (já falo sobre cada um deles há 2 anos) e não dão conta de resolver o essencial, a experiência com o álbum e com a música. esta, fato, é de uma beleza, o que falar?, óbvia. o ep é a mesma coisa, e está aí exemplo de banda que não deverá adicionar, importar coisa concreta para a música em sua trajetória, a não ser talvez reforçar a imagem "sonora" desse neo-hippismo indie Obama banal que nasceu em 2006 (é ótimo pra colocar na capa da Ilustrada, do times, elencar as influências do passado, etc). em todo caso, quem se importa? a arte está à espreita, se mascara dentro das almas e longe da teia cultural, que recebe apenas sua versão adequada (do verbo adequar).

 

8 - plants and animals: parc avenue

 

tenho a impressão de que o que vai diferenciar fleet foxes (uma lenda futura) e plants and animals (fadado ao colecionismo) dentro do livro desse estilo (pós-country) e da própria música nova é o fato do fleet foxes falar melhor com os dummies. a maioria do mundo portanto. a banda de seattle constrói seu pós-coutry através do imaginário consagrado do estilo. saber fazer isso magistralmente bem como fazem é outra história, mas é óbvio que ver correr o sangue não de young (isaac), mas de stills (ismael), não vai facilitar a vida posterior da banda de montreal em termos de reconhecimento. em todo caso, uma das minhas bandas favoritas.

 

9 - lupe fiasco: the cool

 

 

há na música contemporânea uma particularidade da qual ainda me considero leigo, mas que, já entendi, meio que normatiza as grandes obras: essa particularidade é uma tensão profunda entre erro e acerto, entre momentos altos e baixos. talvez porque a música (as que descendem do hip hop e da eletrônica sobretudo) esteja aprendendo com a narrativa do cinema contemporâneo, que pressupõe que a própria vida e seu fluxo abstrato estejam sendo filmados. esse the cool é exemplo bem-acabado disto, e se é um grande disco o é porque oferece gama enorme, quase insana, de facetas (mais e menos interessantes), e parece exigir, entre elas, uma corrente inconstante de sentimentos. algo parecido com a que experimentamos em nosso (cinema) cotidiano. não à toa, foi pensado como trilha para filme hipotético. ah, claro, também coloca o hip hop em patamar lírico que presenciamos antes só com a tribe called quest.

 

10 - tv on the radio: dear science

 

eu desenvolvi certa restrição a esse disco no começo basicamente por dois motivos: o achava capenga da metade pra frente e não aceito a impressão de que é o álbum definitivo da banda, coisa que de fato, categoricamente, não é (este que é foi gravado em 2006). eliminada tal crise que diz respeito mais à minha relação justamente tumultuada com leituras diversas do que com a obra em si, temos um disco, sem dúvida, de envergadura. como álbum de alegre e impetuoso flerte com um certo filão da história musical (o dos brancos intelectuais que adotaram a música negra), ele opta, no final, por um caminho (paul simon a, nova iorque anos 80, bacharach) que me parece de fato trilhado de forma menos vigorosa do que o escolhido no início (peter gabriel, prince, paul simon b). mas ainda sim é de uma poderosa (e inovadora) contemporaneidade lírica no todo. obviamente, ao lado de grizzly bear, deerhoof, etc, o tv é uma exceção à regra que sugeri acima: classicistas que são, com esses a compreensão com os momentos baixos deve, sim, ser menor.

 

 

algumas menções mais do que especiais:

 

ruby suns - sea lion

 

shearwater - rook

 

instiga - tenho uma banda

 

parenthetical girls - entanglements

 

sondre lerche - dan in real life



Escrito por claudio às 15h14
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cultura não serve pra nada

inimigo meu

tenho sido constantemente encontrado por uma frase que reconheci, ou que, sei lá, conheci recentemente. um amigo me transmitiu um texto que me fez "lembrar" (de qualquer forma lembrar, porque a idéia sempre habitou meu consciente) dessa sentença que, não absurdamente, veio dos pensamentos de quem veio e se encaixa como bom mantra e resposta mais ou menos a todos os episódios que observei até hoje na vida externa.

a cultura é inimiga da arte.

jl godard em jlg por jlg, quem mais poderia, disse.

já sabemos que indústria e arte formam nosso conflito mais conhecido em termos de formação de uma sensibilidade ocidental: a indústria financia, em menor ou maior escala, a criação humana e sua proliferação. isso é consagrado.

mas godard, com essa frase, escancara um grau posterior, mais nítido e melhor. aquilo que o bom senso humanista, revisionista de nossas comunidades desenvolvidas possui de mais peculiar. a cultura é a fila do teatro. a cultura é "a cor do som" da capa do guia da folha dessa semana. a cultura é a vila madalena. a cultura é a própria esquerda. a cultura é o revisionismo  - longe de spike lee, um artista, mas presente nessa besteira insuportável que é a manifestação urbana da periferia paulistana. a cultura é o... folclóre. é a identidade de um grupo, de um povo. é o norteamento.

a cultura é a beleza das tradições exóticas inacessíveis ao nosso convívio urbano. a cultura é a bravo! a cultura é um coletivo em busca de uma equalização civilizatória: e o ódio ao individualismo. a cultura é você ouvir uma música e poder escrever longa redação sobre como as referências nela se alinham. é fácil fazer, porque 90 % do que chega é cultura, mas prefiro não poder. é a própria redenção, na teoria, pela união.

a arte é o golpe em tudo isso. só há uma arte, a que assombra. a que desvirtua (não a civilização, mas sua sensorialidade, a sensorialidade que há em seus objetivos como núcleo evolutivo). por mais doce que (a arte) possa ser (beach boys, ozu...). é a desunião, como demonstram os próprios garotos da praia. é a identidade de brian wilson.

a arte está (quase invariavelmente) longe dos cadernos culturais, está (a não ser em camuflagem involuntária) longe dos nossos eventinhos culturais, está longe de nossas conversas culturais. via de regra está longe das mobilizações, associações e estratégias culturais. e é assim que tem de ser. e não adianta sintonizar, porque a sintonia não é do mundo. (o local, pelo menos; nos eua e na europa há mecenato não-declarado e paralelo).

em termos da "nossa música", há dois anos decidi ter essa seguinte relação com a grande biblioteca musical azul (a única solução para uma formação musical sólida e de graça, que por sua vez é a única opção viável), com os instrumentos e com o myspace: só prossigo (a baixar, a fazer, a escutar, a descobrir) com aquilo que vai me machucar. e essa possibilidade está na arte, jamais na cultura, que é o remédio social por vocação.

www.myspace.com/thedears (entre os baixados recentemente)

http://www.myspace.com/glennandglenn (entre os descobertos recentemente)

*claro que serve, afinal quem mais eu convidaria para ser meu secretário de planejamento em minha eleição à prefeitura? dimenstein. serve para manter os lobos longe, ou bem perto (domáveis, interpretáveis e domesticáveis); mas não nasci pra cuidar dos lobos e, além do mais, quem vai conseguir domar o Oriente?



Escrito por claudio às 12h00
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museu

Se liga no segundo vídeo, curta do Som Imaginário. Tem a trilha sonora q define certamente uma das realizações máximas da música na década de 70 e, com efeito, no mundo em todos os tempos. É um "cartucho" com o som básico do MN na época, um Focus tropical. O vídeo é genial, e a narração é reabilitante, a música é pura perseguição. Este perfil (assim como o museu) é massa tb, feito pela ala jovem-progressiva dos fãs do Clube. A coisa admirável que esse governo desastroso fez, a única de fato, foi dar dinheiro para esse projeto.

Escrito por claudio às 17h58
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tame impala

guitarra raivosa, modulações (atualizado dia 23)

tem essa banda lá de onde o george miller filmou aquela beleza em dois atos chamada mad max. era perth, não era? mad max, ah, um dia eu consegui pegar um mp3 de uma entrevista que o garotinho do boomerang do segundo filme deu para uns fãs por telefone. ele estava no meio de um aniversário, acharam o telefone dele e ligaram.

o tame impala vem bem a calhar nesses dias, devido ao lançamento recente do disco 4 do dungen. quem trata música a sério, fará um natal especial em pleno outubro, só por conta desse disco. não vá trabalhar. os australianos vem pela mesma praia, flertando talvez mais com o areia negra do cream, do can e do kyuss. o dungen explora muito a trilha focus-kraut dessa mesma praia, com drones e rock barroco em alternância proporcional. a praia é, claro, pra quem não tá ligado, guitarras modulares e narrativas de música-como-se-música-fosse-o-próprio-cinema. o focus, que tem um disco nota 9,1 chamado mother focus, é mãe da sonoridade dessas bandas pós-psicodélicas/ progressivas instrumentais quase todas, principalmente do dungen & escola. gosto muito do mamma cadela, que tb tem a questão materna rondando. mamma cadela é puro focus com DJ. engraçado que os indies não conhecem focus.

 

o tame impala tem 15 anos de idade, tô vendo isso agora. tame impala lança pela modular seu ep, coincidência o nome, na verdade não sei que selo é, se prepara para excursionar pelo país natal. se eu morasse na austrália talvez viajasse pra tocar. no brasil, eu não faria isso nem a pau. palmeiras sendo roubado.

http://www.myspace.com/tameimpala



Escrito por claudio às 23h45
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watch out for rockets

som não terminal

 

é complicado, tendo vivido os anos 90 com pelo menos um pouco de my bloody valentine, weezer, lado B com massari, guided by voices e lemonheads, não se apaixonar por uma banda (clique) que tenha músicas como "trivial purse" e "frozen armies". ainda mais sendo jovem e texana.

 

 

http://www.myspace.com/wofr  



Escrito por claudio às 16h40
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stuntman5

dublês morrem por toda parte e depois revivem como fantasmas dos filmes de terror

 

shoegaze é rock barulhento e melódico de ouvir no ouvido, via fone, e também era a modalidade oficial do indie rock inglês durante a década de 90. hoje em dia, é campo para experiências de fusão entre muitas coisas, no mundo todo, como provam prefuse 73, atlas sound, a sunny day in glasgow e m83. ainda é uma coisa com perfil bem europeu de sofisticação urbana noturna, e um dos discos do ano, o saturday=youth, do francês m83, se beneficia bem dessa vocação e do laboratório que é o gênero.

 

outro que segue na mesma linha e acaba de lançar álbum bem massa (akolabuzi) é o stuntman 5, conterrâneo do m83. estou boquiaberto com a música jackie chan, com casper também, e fico louco por saber que esse cara, o christian, é veterano e eu só estou conhecendo agora. animal. vida longa ao rock de espíritos reencarnados em guitarras e reverb.

 

 

me escreva: descobrindobandas@gmail.com

 

escute o tanque: http://www.tanque.mypodcast.com

 

http://www.myspace.com/stuntman5



Escrito por claudio às 12h03
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stars like fleas

a luz

 

 

me tornei, em setembro de 2006, uma pessoa um pouco mais difícil de conviver. melhor dizendo, um chato de galochas ainda maior do que era antes, meus amigos sabem. e isso tem explicação: quando ouvi o yellow house, do grizzly bear, minha alma infartou. fiquei louco.

 

tive uma revelação. o disco foi lucidamente alçado à condição de acontecimento musical do ano. o que era verdade. metade dos jornalistas musicais significativos do brasil corroboraram, e não me senti sozinho, ufa.

 

naquela época, eu interpretava o brooklyn como uma zona sagrada. eu estava errado: é uma zona de mútua (e múltipla) influência, e o resultado disso passa por, em 2007, eu ter escolhido, aí já sem contar com adesões, o rise above, do dirty projectors - um ato deslocado (não em alma, apenas em estética) do caldeirão de idéias que fez yellow house ser o que foi.

 

a notícia é que em 2008, em pleno mês de junho, e isso é mais arriscado, porque o YH aconteceu no começo de setembro, me sinto rendido por uma segunda revelação. da mesma quebrada, como diria rappin' hood, o brooklyn dos jovens que moram meio juntos, tocam juntos, e se esforçam para parecer de outro planeta.

 

alguns, de fato o são.

 

o stars like fleas (clique no amarelo) eu descobri na mesma leva do grizzly bear, meados de 2006. vierei fã, mas o sentimento congelou-se no tempo para voltar em forma de devoção, agora, quando esses hipões indies nova-iorquinos lançam, na américa e em caráter definitivo (originalmente houve um lançamento europeu em 2007), o disco the ken burns effect. o disco do ano, e isso porque 2008, que deve superar o maravilhoso 2006, já nos dá coisas como o transcendental devotion, do beach house, e o fantasma assustador e bonito do ano de 1986 chamado saturdays=youth, do m83.

 

falar sobre o disco do stars like fleas é fácil: se trata de uma orgia, amadurecida por todas as experiências que a música jovem vem sofrendo nos últimos anos. como se o flaming lips e todo o pós-rock fossem apenas caminhos, e o stars like fleas fosse o fim. (escrevendo isso no meio de flu VS boca, tudo a ver).

 

é um álbum avant-garde de country que você poderia tocar numa festa na sua casa, com seus amigos sensibilizados por tudo aquilo que rola em festas boas e felizes por lá estarem. mas não uma festinha assim, de paquerar só, uma festa de amor. com ecos divinos de melodia, é um disco que não cabe em lugar nenhum, mas ao mesmo tempo em todos os lugares.

 

reforça a onda de revolução country que fleet foxes e plants and animals, outros dos torpedos do ano, também lideram; e propõe, mais ou menos assim, um desafio, ou luz, final para esse segmento mais avant do brooklyn: bom, depois daqui, para onde ir exatamente?

 

o stars like fleas funciona como catalisador do novo episódio do tanque, o 9 (por problemas técnicos subi apenas na sexta, dia 6), sobre grandes discos pouquíssimo conhecidos. quer dizer, minha aposta é que o ken burns seja bem comentado, mas acho que, por fatores intuitivos, não vai conseguir penetrar muito bem a atmosfera do criticismo e colunismo indies.

 

mais coisas animais, algumas contemporâneas, outras nem tanto, são contempladas em extrações naturais nesse programa, que corta pedaços contínuos de discões bem raros que mereciam lugar melhor na história e faz um desfile de obscuridades preciosas.

 

a coincidência legal do stars like fleas é que essa postagem está sendo redigida agora, em 4 para 5 de junho, exatamente 6 meses antes da primeira semana de dezembro, que é quando as primeiras listas de final de ano começam a ser compiladas. estamos bem no meio da volta. então aqui, nessa metade de ano do descobrindobandas, solto a minha prévia. segurem:

 

 

classificação de maio pra junho,

 

os de:

 

stars like fleas (eua)

m83 (frança)

plants and animals (canadá)

beach house (eua)

fleet foxes, ep + long (eua)

shearwater (eua)

atlas sound (eua)

karkwa (canadá)

the roots (eua)

ruby suns (nova zelândia) / lupe fiasco (eua)

(ps - gosta-se muito dos de why?, hercules, portishead, jamie lidell e no age, que já lançaram)

 

classificação de maio pra junho de 2007 era algo + ou - assim:

 

os de:

 

shapes and sizes (canadá)

kes (austrália)

a sunny day in glasgow (eua)

deerhoof (eua)

thee more shallows (eua)

justice (frança)

slaraffenland (dinamarca)

tuna laguna (noruega)

apostle of hustle (eua)

charlotte hatherley (inglaterra) / wilco (eua)

(ps - panda bear já tinha lançado, arcade fire já tinha lançado, lcd soundsystem e the national tb)

 

acho que estamos notavelmente avançados em relação ao que éramos um ano atrás. ou tou errado?

 

me escreva: descobrindobandas@gmail.com

 

http://www.myspace.com/starslikefleas



Escrito por claudio às 01h47
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babe, terror

moram nas profundezas e viagem no tempo

 

 

se você voltou aqui é bem possível que saiba a verdade.

 

é como na quinta temporada: o que fazer com ela?

 

*bilhete deixado aqui ainda em algo como 1980, ou seja, na noite de terça (8/7/2008)

 

http://www.myspace.com/babeterror



Escrito por claudio às 22h32
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karkwa/ mixylodian/ luyas/ colour assault

m for bambas

 

 

4 pinturas sonoras de montreal:

 

karkwa - galera que fala, canta e pensa francês. ano passado descobri no "flyer" de um festival, um dos vários que rolam na cidade canadense, chamado m for montreal. a banda, cheia de local pride, serviu de gancho e inspiração para este texto sobre a cidade das coisas maravilhosas acontecendo, uma das localidades que mais me animam nesse negócio de pesquisar música nova.

 

é um gancho legítimo porque acaba de lançar discão, le volume du vent, que, positivamente, nos oferece 14 músicas coesas, lindas, em uma aula de refinamento lírico e limpeza _não que a sujeira não seja legal_ na escrita pop. é (indie) rockão de guitarra, é barroco, branquelão e anti-diversão. é de uma fineza eventualmente constrangedora (não pra mim) que deverá se manter na minha memória em 2008.

 

mixylodian - synth pop de responsa, com arroubos (pré?) universitários e cores também. é levado com ares e empréstimos progressivos, estilo que, vide bandas como sunset rubdown (de spencer krug), magic weapon e tal, recebe curiosa, juvenil e renovante leitura na cidade. os teclados para essas bandas funcionam como uma curiosa lareira. é primavera, fria também. de futuro.

 

the luyas - lembra os extraclasse e "conterrâneos" do shapes and sizes na alma, a de um pop subversivo que se veste de indie para caminhar na fina corda a quase todo momento, porque criar (arriscar cair), e eles sabem disso, é o ato divino por definição. e quando se vive em uma sociedade avançada, você não precisa, a princípio, criar para ninguém, apenas para o íntimo. de grande futuro.

 

colour assault - folk instrumental de belas paisagens, que, pela vocação para a imagem, poderia estar em algum filme de final de inverno animalzão. da turma do mixylodian.

 

tudo isso está no tanque 8, que traz inclusive entrevista exclusiva com rory seydel, menino prodígio da banda que define tudo em montreal. o shapes and sizes é das coisas jovens mais importantes acontecendo no mundo hoje.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/colourassault

 

http://www.myspace.com/theluyas

 

http://www.myspace.com/mixylodian

 

http://www.myspace.com/karkwa

 

http://www.tanque.mypodcast.com



Escrito por claudio às 15h02
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j*davey/ mercury waters

mais e melhores rimas

 

 

tanque, o podcast (clique), tá atualizado. vai lá, acho que tá bonzaço o negócio. depois me diga.

 

aqui, quero simplificar e continuar o papo da semana passada.

 

vou mostrar duas revelações do hip hop que consegui garimpar recentemente.

 

j*davey (clique no amarelo) é pura fantasia: na química (sexual?) preta-laranja dos dois componentes do projeto, a música tem construções que margeiam a improbabilidade, mas nunca deixam de lado a grudação pop. é mng, música negra geral, claro, mas com o hip hop como parede. é ótimo.

 

promissor também é esse mc da carolina do norte, mercury waters, que rima legal em cima de umas produções sonoras caprichadas. produções que passam perto do jazz-whisky-caro, ok, mas com persona.

 

surpresa, os dois e muito mais coisas do porte estão no tancão novo. tchhhh tchhh.

 

se quiser escrever mas não comentar: descobrindobandas@uol.com.br

 

http://www.myspace.com/jdavey

 

http://www.myspace.com/mercurywaters



Escrito por claudio às 01h19
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